Anvisa reforça: plásticos, como o “PP micronizado”, não podem ser usados em alimentos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu, nesta terça-feira (21), que o uso de plásticos — incluindo o polipropileno (PP) micronizado — é proibido na composição de alimentos, sejam eles caseiros ou industrializados. O alerta mira produtos populares nas redes sociais, como pós decorativos e glitters usados para dar brilho a bolos e doces.

Segundo a Agência, qualquer item que contenha “PP micronizado” não pode ser aplicado em confeitos ou produtos alimentícios. Esses materiais têm uso exclusivo em objetos decorativos não comestíveis, como enfeites de festas e acessórios de ambientação temática.

A Anvisa reforça que corantes, coberturas e outros ingredientes destinados a fins estéticos ou de coloração em alimentos devem seguir as regras de aditivos alimentares autorizados. Esses aditivos passam por avaliação de segurança antes de receber autorização para uso no país. A lista completa dos aditivos alimentares permitidos pode ser consultada no portal da Agência.

O órgão também lembra que plásticos só são liberados quando empregados em materiais que entram em contato indireto com os alimentos, como embalagens e utensílios, após avaliação técnica que garanta a ausência de riscos por migração de substâncias.

Orientação ao consumidor

A Anvisa recomenda que confeiteiros e consumidores verifiquem sempre os rótulos dos produtos antes da compra. É essencial observar a lista de ingredientes, a denominação de venda — como “corante alimentício” ou “açúcar para confeitar” —, além das informações de validade e eventuais alertas sobre glúten e alergênicos.

Nenhum produto que contenha PP micronizado está autorizado para consumo humano. Em caso de suspeita, é possível denunciar à Vigilância Sanitária local ou diretamente à Anvisa, enviando informações sobre a marca, fabricante e rótulo do produto.

Rede de alerta


O comunicado foi acompanhado de um alerta à Rede de Alerta e Comunicação de Risco de Alimentos (Reali), composta por órgãos de vigilância sanitária de todo o país, após relatos sobre a venda de glitters e pós decorativos compostos de polipropileno supostamente destinados a alimentos.

Repercussão

O caso ganhou repercussão nacional após uma publicação do criador de conteúdo Dario Centurione, do perfil Almanaque SOS, no Instagram. No vídeo, publicado em 19 de outubro, o influenciador mostra a embalagem de um glitter vendido como “comestível”, cuja composição indicava ser feita de polipropileno (PP) micronizado — um tipo de plástico usado em embalagens, mas proibido como ingrediente de alimentos. Centurione alertou que o produto vinha sendo usado em bolos e doces e provocou uma onda de questionamentos ao órgão regulador, culminando no esclarecimento oficial emitido pela Anvisa dois dias depois.

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