Alemanha anuncia financiamento para universidades e pesquisa: cerca de 160 bilhões de euros até 2030

 

Valor significa aumento médio anual de 2 bilhões de euros nos investimentos em ensino superior e centros de pequisa durante o período de 2021 a 2030. “Estamos garantindo a prosperidade de nosso país”, diz ministra da educação da Alemanha, Anja Karliczek .

Organizações de pesquisa alemãs, como a Sociedade Max Planck, assim como universidades e escolas técnicas do país, terão uma escalada constante em seus orçamentos nos próximos 10 anos, segundo um anúncio de ministros estaduais e federais na semana passada (3 de maio). . Especificamente, o financiamento para a ciência continuará aumentando em 3% ao ano, como ocorre desde 2006, segundo a Science.

“É um grande alívio”, diz Matthias Kleiner, presidente da Associação Leibniz do país, que inclui mais de 90 institutos de pesquisa. “[É] um sinal extraordinariamente positivo e encorajador para a ciência.” O acordo de financiamento também inclui a aprovação de dois novos institutos Max Planck e dois novos institutos sob a égide da Associação Leibniz.

Embora o financiamento da pesquisa alemã esteja em alta há mais de uma década, os problemas econômicos no país preocuparam alguns que os dias de glória logo chegariam ao fim. Em particular, o governo federal havia fornecido recentemente mais orçamentos para instituições científicas, e os ministros federais argumentaram que os governos estaduais deveriam voltar a compartilhar os custos. No final, os ministros federal e estadual concordaram em voltar para o compartilhamento de custos ao longo dos próximos 10 anos.

As organizações que receberem o dinheiro serão avaliadas regularmente. “Será uma oportunidade para garantir que as organizações estejam no caminho certo para atingir as metas que definem – e reorientar se necessário”, disse a ministra da Educação e Pesquisa, Anja Karliczek, em entrevista coletiva, segundo a Science. “Temos que aceitar que podemos mostrar que estamos usando o dinheiro com sabedoria.”

O plano orçamentário ainda requer aprovação da chanceler alemã Angela Merkel e dos líderes estaduais; essa aprovação é esperada no início do próximo mês.

O valor se divide em 41,5 bilhões de euros para a melhoria do ensino superior, em especial por meio de contratos de trabalho por prazo indeterminado para professores, e 120 bilhões de euros para centros de pesquisa não universitários, como o Instituto Max Planck e a Associação Fraunhofer.

Em 2021, o governo federal e os estados vão transferir 3,8 bilhões de euros às universidade e demais escolas de ensino superior, divididos em partes iguais (metade do governo, metade dos estados). Em 2024, o valor chegará a 4,1 bilhões.

A distribuição dos recursos leva em conta o número de calouros e o de egressos e principalmente se a maior parte dos estudantes conclui os seus cursos no prazo previsto.

As universidades ainda poderão pleitear recursos para projetos especiais – este orçamento, porém, é limitado a 150 milhões de euros.

A coordenadora dos debates, Eva Quante-Brandt, que representou a cidade-Estado de Bremen, se declarou satisfeita com o resultado e disse que os recursos vão permitir aos estados manter a oferta de vagas e ainda melhorar a qualidade do ensino superior.

O presidente da associação de reitores, Peter-André Alt, se mostrou aliviado com o acordo e disse que todos os envolvidos assumiram sua responsabilidade.

O Partido Verde, de oposição, elogiou o compromisso e disse que um fracasso das negociações entre o governo e os estados teria posto em risco a pesquisa e a inovação na Alemanha e a imagem internacional do país no ensino superior.

Com informações do Ministério da Educação da Alemanha, DW, The Scientist



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