Pele de tilápia é usada como tratamento de queimaduras em humanos

Tilápia - Credito: PublicDomainPictures.net

Peixe Tilápia, de água-doce, e muito cultivado por todo país.

Cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil a cada ano, de acordo com informações do Ministério da Saúde. As maiores vítimas, segundo a pasta, são crianças e pessoas de baixa renda.

O tratamento mais comum para queimaduras é remover o tecido danificado. Os transplantes de pele também podem ser uma opção. Em países privilegiados como a Noruega, o acesso a recursos e materiais que promovem a cura rápida é amplo pra todos. Já para os brasileiros não há essa abundância de recursos; apenas 1% dos transplantes de pele necessários são realizados anualmente.

Assim, o Dr. Edmar Maciel realiza estudos onde a pele de tilápia substitui bandagens para tratar queimaduras graves.

A maioria dos hospitais no Brasil usa creme de sulfadiazina e bandagens para tratar as queimaduras devido à falta de doadores de pele. O creme previne infecções, mas não promove a cicatrização de feridas. Isso leva a cicatrizes aumentadas. Essas bandagens devem ser trocadas todos os dias e é um procedimento extremamente doloroso para o paciente.

A Pele de Tilápia é aplicada depois de ser limpa e esterilizada.

A pele de Tilápia contém grandes quantidades de proteínas de umidade e colágeno. Isso evita cicatrizes, promovendo a cicatrização de feridas. A pele do peixe é esterilizada antes de ser colocada diretamente sobre a ferida. A pele do peixe permanece nas feridas de pacientes com queimaduras superficiais até que as feridas tenham cicatrizado. As bandagens de tilápia devem ser trocadas algumas vezes para pacientes com queimaduras graves. O uso da pele de tilápia como bandagens reduziu o tempo de recuperação e do uso de analgésicos. A pele do peixe é também mais resistente do que a pele do doador humano e, portanto, resiste melhor o estresse mecânico, como alongamento.

O uso de curativos de tilápia mostra resultados promissores. A Noruega e outros países industrializados provavelmente não precisarão deste método de tratamento. No entanto, pode revelar-se essencial para o tratamento de queimaduras nos países em desenvolvimento. O objetivo do Dr. Edmar Maciel é produzir bandagens em escala industrial, desde que os testes continuem a dar resultados positivos. Ele quer vender as ataduras para o sistema público de saúde, para garantir a disponibilidade de todos.

Veja a reportagem da agência EFE a respeito do assunto: