O elevador é reinventado pela Thyssenkrupp

Elevantor Thyssenkrupp MULTI

thyssenkrupp MULTI

Uma nova visão da Thyssenkrupp sobre como se deslocar em prédios e arranha-céus está abrindo novos caminho e expandindo as possibilidades do uso dos elevadores. Atualmente os elevadores fazem o descolamento de forma retilínea e vertical quase que da mesma forma da época da sua invenção, há 160 anos:  por cabos.

No vídeo publicado hoje na internet, a  Thyssenkrupp, uma das empresas mais conhecidas do setor, publica a sua visão sobre o futuro com sua nova tecnologia.

A visão compara o sistema atual, composto por 1 fosso (shaft), uma única direção (vertical) e em 2 sentidos (subir e descer), com o leque de possibilidades e direções que ela chama de MULTI. A empresa cita também o ano de 2003, quando se desenvolveu a ideia dos elevadores gêmeos (twin elevators) que compartilham o mesmo fosso, mas ressalta que a ideia mantém o mesmo princípio dos elevadores por cabos,  unidirecional e duplo sentido.

HISTÓRIA

É de fato é muito interessante o que se apresenta. Se lembrarmos que em nossa sociedade moderna este equipamento de mobilidade vertical que chamamos de elevador revolucionou, na forma que se manteve até hoje, o modo de viver  nas grandes cidades. Possibilitou, conjugada à energia elétrica nos grandes centros urbanos, a mudança na forma de se organizar e estruturar a vida dentro desses locais. Pra quem não sabe ou não lembra, em Nova Iorque  até meados do século XIX, a totalidade de casas conjugadas ou prédios (lembre das casas clássicas do Brooklyn) tinham os andares térreos como os mais caros e valorizados. Afinal, sem elevadores, era muito mais difícil viver no terceiro ou quarto andares do que no primeiro andar. Aliás, dificilmente se via prédios residenciais com cinco ou mais andares pelo mundo.

Com essa nova facilidade incorporada ao planejamento de novos empreendimentos, viabilizou-se então a construção do prédios verticais já no fim do século XIX, e, no início do século XX, popularizou-se nos mercados imobiliários residenciais e comerciais. O Empire States Building, por exemplo, com seus 102 andares e 73 elevadores, teve sua construção iniciada em janeiro de 1930 e concluída em  maio 1931. É um grande símbolo de como a invenção do elevador permitiu que o homem pudesse alcançar, de forma rápida e sem grandes esforços físicos, o último andar do prédio que estava a mais  370 metros de altura.

O FUTURO

O vídeo faz algumas perguntas sobre o que poderia ser possível com esta nova tecnologia:
“E se tivéssemos um elevador que se dirigisse diretamente para a sua porta?”;
“E se pudéssemos ter mais de dois carros em um único poço e deixá-los circular pelo prédio?”;
“E se pudéssemos guiá-lo tanto verticalmente quanto horizontalmente?”.

E o vídeo continua, com uma visão que revolucionária a atual limitação de altura das construções, como também sua forma (shape). E, particularmente, essa parece ser a mais incrível das conquistas que serão consequência dessa tecnologia. Podendo se movimentar em dois eixos (horizontal e vertical), passa ser possível ter prédios em formas irregulares, em formato cruz, zigue-zague, em V por exemplo e desenhar o percurso dos elevadores seguindo esses formatos.

Curtam o vídeo e imagine as possibilidades dessa que pode ser uma das grandes revoluções de arquitetura e urbanismo no planeta.

 

(vídeo atualizado em 12 de julho de 2017 com imagens reais)