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Cientistas conseguem reverter o tempo em testes laboratoriais

Um grupo de cientistas conseguiu fazer uma viagem no tempo num computador quântico, fazendo regressar três qubits (a unidade básica de informação quântica) ao estado em que estava uma fração de segundos antes.

Em física, os sistemas que viajam no tempo evoluem de um estado simples para um mais complexo, um fenómeno conhecido como a flecha termodinâmica do tempo.

Por exemplo, quando deixamos cair uma gota de tinta dentro de um copo de água, ela começa por ter uma forma muito bem definida. Contudo, com o passar do tempo vai dissolver-se e em poucos minutos já se terá integrado de forma uniforme na água. No caso dos humanos, se o tempo fosse revertido, uma pessoa ficaria mais jovem.

Num estudo publicado na revista científica “Scientific Reports”, um grupo de cientistas dos EUA e da Rússia conseguiu demonstrar de forma experimental uma reversão do tempo, enviando um qubit de um estado mais complicado para um mais simples.

Segundo a Newsweek, o algoritmo sugerido pelos cientistas provoca alterações no estado quântico dos qubits, fazendo com que regressem a um estado anterior. “Aplicando esta magia ao exemplo da tinta, ela voltaria à gota original”, explicou Andrei Lebedev, um dos autores deste estudo.

Em comunicado, Gordey Lesovik, um dos membros da equipa, explica que a investigação faz parte de uma série de artigos relacionados com a possibilidade de violação da segunda lei da termodinâmica. “Esta lei está intimamente relacionada com a noção de flecha do tempo que postula a direção unidirecional do tempo: do passado para o futuro”, contou.

No estudo, os investigadores colocaram cada qubit numa espécie de estado zero. A partir daqui, a ordem foi perdida e os qubits tornaram-se mais complexos, mudando para zeros e uns. De seguida, o tempo foi revertido por um programa especial que permite que o computador quântico passasse de um estado de caos para um de ordem, ou seja, de um estado de complexidade para um mais simples.

Apesar de todo o entusiasmo, os especialistas alertam para as dificuldades do processo. Além da margem de erro verificada em alguns dos testes, que rondou os 50%, o processo de reversão do tempo numa larga escala implicaria o desenvolvimento de computadores mais evoluídos.

“O crescimento em termos de complexidade deste processo explica o motivo pelo qual não podemos esperar a reversão do tempo em exemplos da Natureza, defendeu Lebedev.

Com informações da Scientific Reports e da Physics

Redação

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