Milhares de pessoas marcharam em Berlim e Colônia no sábado pedindo à Alemanha que abandone a geração de eletricidade movida a carvão, na véspera de uma grande conferência sobre o clima na Polônia.
Organizadores em Berlim disseram que 16 mil manifestantes marcharam em Berlim – 5 mil de acordo com a polícia – em uma marcha colorida com cartazes, faixas e fantasias.
Na cidade de Colônia, no oeste do país, os organizadores disseram que 20 mil pessoas protestaram – 10 mil segundo a polícia.
Hubert Weiger, porta-voz de uma organização, “Bund”, pediu à Alemanha que se comprometa a retirar o carvão até 2030.
Espera-se que o governo estabeleça um calendário para eliminar fontes poluentes de energia, como o carvão, no início do próximo ano.
Já em 2011, a chanceler Angela Merkel decidiu interromper a geração de energia nuclear até 2022, na esteira do desastre no colapso do reator de Fukushima no Japão.
Em parte devido a essa decisão, o carvão continua sendo a pedra angular da geração de energia na política energética da Alemanha, respondendo por quase 40% da produção de energia do país.
As marchas aconteceram antes da cúpula climática COP24, que será inaugurada na Polônia no domingo. Delegados de quase 200 países devem comparecer em Katowice para o encontro, que pretende renovar e construir o acordo de Paris que limita o aquecimento global.
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